Nas palavras do poeta V

Se passares pelo adro
No dia do meu enterro
Diz à terra, te não coma
Os anéis do meu cabelo
Já não digo que viesses
Cobrir de rosas meu rosto
Ou que num choro dissesses
A qualquer do teu desgosto
Nem te lembro que beijasses
Meu corpo delgado e belo
Mas que sempre me guardasses
Os anéis do meu cabelo

António Botto

1 comentário:

Gabriel Pontes disse...

Realmente um bolg muito bom, adorei os textos, bem elaborados e esse título chama bastante atenção: a busca de um poeta por o seu "amor" e quando o poeta se da conta o amor não existe!

Parabéns!